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RESENHAS
O Dia das Lobas
Nilza Amaral*
Como de costume, iniciei a leitura pelo texto na ‘orelha’ do livro e seu prefácio. Veio a lembrança o livro ‘Admirável mundo novo’. Mas quando iniciei a estória, percebi que Nilza, em o "O dia das lobas", apresenta um ‘mundo novo’, mas não tão "admirável" quanto o imaginado por Aldous Huxley.
Nilza dá ritmo a história com diálogos enxutos que revelam a ‘evolução’ de nossos dias... Ruas sujas, criminalidade, o caos urbano e ao mesmo tempo, os governantes fingem "estarem no controle" e ‘imporem a ordem’. Os crimes, separados por categoria, tem dia certo para acontecerem: “As terças era o dia dos saqueadores...”, “Ás quartas era o dia dos topadores, pessoas que saíam dando-lhe topadas pelas ruas esburacadas, tentando roubar-lhe alguma coisa. Essa espécie já estava quase em extinção porque se tornara ridículo tentar tirar o que os outros não mais possuíam...”, e “Era sexta-feira, dia dos estupradores,...”.
Quem dita as regras nessa nova sociedade é a classe dos sociólogos, sendo os responsáveis em manter a ‘harmonia’ e a "paz social". Um dos grandes problemas na ordem, principalmente para os homens daquela época, é a nova classe que está surgindo, as lobas, criaturas angélicas, bonitas com seus ‘cabelos cor de mato queimado’. As sextas-feiras se transformam em criatura de pelos macios e procuram por suas vítimas no metrô e “Aos sábados apareciam muitas mulheres queixando-se do desaparecimento de seus companheiros”.
A autora trabalha as inter-relações humanas, o medo da solidão e o desespero diante do fracasso.
Uma leitura envolvente e agradável; é daqueles livros que quando eu começo a ler, não consigo mais parar.
Nilza controla cada palavra, faz uso delas na medida exata, sem desperdícios. Faço minhas, as palavras de Uilcon Pereira – Professor de Estética no Departamento de Filosofia da UNESP, autor do prefácio do livro “milhares de anos-luz à frente da prosa comercial, essa tão desfrutável cúmplice da ‘industria da consciência’ que hoje nos assola e miserabiliza espirutualmente.”. Por isso esse livro mereceu ganhar o Prêmio ‘Escrita de Ficção’ de 1984 e se encontra em sua terceira edição.
(Resenha de autoria de Magno Soares, encaminhada pela Autora Nilza Amaral, e inicialmente publicada no sítio LIGA FANZINE)
Sobre o Autor
Nilza Amaral:
Nilza Amaral nasceu em Piracicaba, e morou em várias cidades do interior São Paulo de até vir para a capital em 1957 onde terminou seus estudos superiores. Começou a escrever aos 48 anos quando pode dedicar-se plenamente à essa atividade depois de ter se aposentado como professora de Línguas e Literaturas. Autora de vários livros
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