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A História de um Rei Triste

Ronaldo Cagiano*

Com A História de um Rei Triste, Zita prossegue, com sua habilidosa artesania de exímia contadora de histórias, a tarefa do encantamento e da sedução, já observados em seus livros anteriores, Conversas na Noite Grande e Pássaros Embriagados. Com sua rica experiência no magistério, no jornal, no rádio e no teatro, manuseando com destreza todas as linguagens, a autora transforma a prosa num exercício de expansões oníricas. Com estilo fluente, despojado e lúdico, com delicadeza e poesia, convida o leitor de todas as idades a embarcar no fascinante mundo da fantasia e percorrer um mágico território de mistérios e surpresas.

A História de um Rei Triste, mais do que uma releitura dos ícones que marcaram nossas leituras infantis, com suas histórias fantásticas do mundo das lendas e ricas mitologias nacionais e estrangeiras, é um mergulho em valores de que tanto carece a sociedade contemporânea. Zita de Andrade Lima, desembarca num universo onde é possível reverter a tristeza, o desânimo, a indiferença, a secura existencial, o desamor e a infelicidade, metamorfoseando o desalentado rei num protagonista de uma outra realidade, aquela que tudo é possível a partir do amor.

Com essa pequena obra-prima, Zita alcança todas as faixas estárias, assim como Saint Exupèry em O pequeno Príncipe, mostrando com sua sensibilidade criativa o poder transformador da palavra, que pode transplantar para o coração dos homens o amor e a solidariedade, a fraternidade e a esperança, contribuindo assim para substituir o cinzento dos tempos modernos pelas cores do arco-íris, despertando nos seres o eterno desejo de alcançar as estrelas.

A História de um Rei Triste é leitura para uma reflexão sobre os destinos do homem e sua condição de eterno sonhador. É uma metáfora da própria vida.


A História de um rei triste

Branca Bakaj


Como definir Zita, se ela, em si mesma, é tão múltipla?

Dona-de-casa, mãe extremada, avó dedicadíssima a seus netos, foi esposa apaixonada de Luiz Beltrão, a quem venera a memória, com uma saudade infinda, até hoje.

Além deste lado familiar, é amiga sincera e fiel a seus inúmeros amigos.

Nesta obra, que tenho a honra de apresentar, dá-nos ela um texto lindo que, tenho certeza, será lido com o mesmo carinho por crianças - que sempre sabem selecionar o que é bom para sua inocência isenta de malícia ou inveja - como pelos adultos que ainda gostam das histórias bonitas e bem contadas.

Quando li o livro, disse a ela que ele estava fadado a encantar não só as crianças, mas também aos adultos e que, por isso, os pais disputariam com os filhos a fantástica história de um rei triste. Repeti isso em meu parecer como Conselheira de Cultura do Distrito Federal.

Nunca me esqueço do que disse Jorge Amado, quando lhe perguntaram de onde tirava tanta imaginação para seus textos. Respondeu o festejado autor que era das histórias que as empregadas de sua infância, aquelas pretas velhas com o conhecimento puro do povo, pleno de certos temores, é bem verdade, mas com toques de beleza e ingenuidade.

O texto de Zita, por sua própria formação mais requintada, mas sem. esquecer a tradição cultural da terra, Pernambuco, onde também havia este tipo de empregadas (como podemos sentir em versos de Bandeira que narravam crianças, de forma inocente e límpida), é um texto rico, que nos leva a um mundo de beleza ingênua e de fantasia.

As crianças, que são muito mais questionativas do que os adultos, irão certamente gostar muito da forma com que Zita consegue construir sua maravilhosa história de um rei triste.

Agora, leitores, mãos a obra: ler o livro e relê-lo, sempre que puder. Sejam bem-vindos a esta ilha de fantasia e sonho lindo. Aproveitem-na.

Sobre o Autor

Ronaldo Cagiano: De Cataguases, cidade mineira berço de tradições culturais e importantes movimentos estéticos, surgiu Ronaldo Cagiano. É funcionário da CAIXA. Colabora em diversos jornais do Brasil e exterior, publicando artigos, ensaios, crítica literária, poesia e contos, tendo sido premiado em alguns certames literários. Participa de diversas antologias nacionais e estrangeiras. Publica resenhas no Jornal da Tarde (SP), Hoje em Dia (BH), Jornal de Brasília e Correio Braziliense, dentre outros. Tem poemas publicados na revista CULT e em outros suplementos. Obteve 1º lugar no concurso "Bolsa Brasília de Produção Literária 2001" com o livro de contos "Dezembro indigesto”.

Organizou também várias antologias, entre elas: Poetas Mineiros em Brasília e Antologia do Conto Brasiliense.

 

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