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JK - TRIUNFO E EXÍLIO

Jacinto Guerra*

Este livro, em 2ª edição revista e ampliada, relata as viagens de Juscelino Kubitschek ao exterior, especialmente a Portugal, onde o estadista viveu momentos de grande emoção no auge de seu prestígio, depois da inauguração de Brasília e, mais tarde, os tempos difíceis do exilado político em Paris, Nova York e Lisboa.

Nos momentos de crise nacional, Juscelino Kubitschek é lembrado ainda mais como o estadista que construiu Brasília e desenvolveu o país num clima de democracia e de entusiasmo do povo.

Nas viagens e nas páginas de JK - Triunfo e Exílio, os leitores de todas as idades participam, no Brasil e em Portugal, de momentos de alegria e emoção, enriquecidos com lições de democracia, de solidariedade, de trabalho e de confiança no futuro.

Neste livro, o personagem aparece de corpo inteiro. O jovem médico. O líder político. O estadista. O pai que, no exílio, casa a sua filha, longe de sua terra e de seus amigos. Tudo isto num estilo ágil e num toque poético, que encanta os leitores de um dos livros mais importantes já escritos sobre o presidente Juscelino Kubitschek, com interessantes referências históricas, literárias e artísticas do nosso mundo de Língua Portuguesa.

Veja alguns trechos do livro

Belo Horizonte. Abril de 1930. O jovem médico Juscelino Kubitschek, natural de Diamantina, deseja se aperfeiçoar na profissão e conhecer o mundo. Para realizar o sonho, vende o seu carro, reúne suas economias e arranja um empréstimo bancário.
No Rio de Janeiro, pouco antes da meia noite, embarca no Formose, um dos bons navios da linha francesa do Atlântico Sul. A primeira escala foi Salvador, na Bahia, que "apareceu como se fosse um presépio em ponto grande, na manhã de sol". Igrejas maravilhosas e sobrados coloniais lembram a sua velha Diamantina. Recife, a Veneza brasileira; Olinda... Guararapes, "onde o heroísmo dos pernambucanos assentou um dos pilares da estrutura que iria assegurar a unidade do Brasil".

Depois, vários dias no alto-mar. Dacar, no Senegal. Mais adiante o Marrocos. Casablanca o navio demora vinte e quatro horas, tempo suficiente para uma viagem de automóvel ao deserto.

O primeiro contato com a Europa foi em Portugal, na cidade do Porto. Terra do bom vinho português, do azeite, das castanhas, dos figos secos. Do grande poeta Antônio Nobre. E cidades das mais nobres da terra lusitana.

Depois, Vigo, na Espanha, e Bordéus, na França, onde desembarca e resolve continuar a viagem por terra. O trem cruzaria o coração da França, amanhecendo em Paris num dia de primavera.

(...)
Depois de deixar o quartel, continuou preso por mais um mês, com guardas embalados à porta, impedindo visitas. E sofreu inúmeras restrições do governo militar, sendo inclusive impedido de visitar Brasília, durante muito tempo.

(...)
Nunca mais Juscelino Kubitschek encontrou-se com as grandes multidões, que ele tanto amava. Mas JK ficou para sempre no coração do povo brasileiro.

(...)
O Tejo está cheio de embarcações com as cores e os símbolos do Brasil. Os olhos do Dr.Kubitschek de Oliveira brilham intensamente e, nos céus de Lisboa, as iniciais JK aparecem desenhadas, perto das nuvens, pelos aviões da Força Aérea de Portugal!

Sobre o Autor

Jacinto Guerra: JACINTO GUERRA, mineiro de Bom Despacho, é autor de ensaios e biografias como o JK-Triunfo e Exílio-Um estadista brasileiro em Portugal, além de outros livros, entre os quais O gato de Curitiba - crônicas de viagem e outras histórias, editados pela Thesaurus, em Brasília.

 

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