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O Pintor Que Escrevia

Leticia Wierzchovski*

Oportuno para Leticia Wierzchovski é lançar o sexto livro, O Pintor Que Escrevia (Record, 144 págs., R$ 23), na esteira do sucesso da série de tevê A Casa das Sete Mulheres, inspirada em seu romance homônimo. Um público maior deve correr atrás do novo trabalho nem que seja por curiosidade.

Muito mais oportuno é para o leitor, que ganha a chance de conhecer a obra da escritora gaúcha sem procurá-la em prateleiras escondidas. O melhor, porém, é constatar que O Pintor que Escrevia, um despretensioso romance da série “Amores Extremos”, é bem melhor do que A Casa das Sete Mulheres. Por um simples motivo: é muito mais Leticia Wierzchovski.

Em O Pintor que Escrevia, Leticia fez aquilo que melhor faz: solta a imaginação sem se preocupar com os fatos. O judeu Marco Belucci fugiu da Itália na época da guerra e veio para o Sul do Brasil para amar sua Amapola. Um dia, o artista plástico, inexplicavelmente, suicida-se. O enigma começa a ser desvendado quando a viúva chama o marchand Augusto Seara para avaliar pinturas que passaram duas décadas intocadas. Atrás das telas, Belucci contava sua história, como num livro.

Leticia escreve sobre pecado, mais precisamente na tentativa de responder à seguinte pergunta: qual é o pecado de se entregar ao amor? Mesmo diante de uma trama densa, a autora traça com sutileza os descaminhos de Belucci e Amapola, que acabam cruzados na vida de Augusto, o leitor das cartas escondidas que se surpreende tanto quanto o leitor ao virar cada página. Ou melhor, cada tela. (IstoéGente - Dirceu Alves Jr.)

Sobre o Autor

Leticia Wierzchovski: Gaúcha, Letícia Wierzchowski tem 29 anos, lançou seu primeiro livro há cinco anos e já tem cinco publicados, além de um previsto para ser lançado ainda neste mês. Sua mais recente obra, A Casa das Sete Mulheres foi adaptada para a televisão e estreou no horário nobre da Rede Globo.

 

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