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CUSCO 2 – Viagem ao Umbigo do Mundo

por Urda Alice Klueger *
publicado em 25/09/2004.

Pois é, eu estava doidinha para contar para vocês sobre os alimentos oriundos da América... quando alguém passou na minha frente. Agora vocês já devem ter lido – foi o JoseMa, de Curitiba – está na página da viagem (www.phd-sc.com.br). Mas acho que mesmo assim dá para contar mais coisas a respeito: este meu lado de historiadora me impede de ficar quieta quanto a assunto tão importante. Penso que é uma boa ocasião para darmos uma valorizada legal na nossa América.

Vamos lá: Até o século XVI (anos 1500), isto é, até o tempo do achamento da América, o europeu costumava morrer de fome como mosquito, bastava uma secazinha ou uma chuvinha a mais. Que tinham eles lá para comer? Tinham trigo, cevada, centeio e mais umas pouquíssimas variedades de grãos com que se alimentar, todos muito frágeis e sensíveis. É bem como falei acima: uns diazinhos de seca, ou um pouquinho mais de chuva, e as plantas morriam ou não frutificavam, e naquele outono já não haveria colheita. Aí vinha o inverno, brabo, de muita neve – e comer o que? E então vinha a fome, trazendo no seu rastro a fraqueza, as doenças, a morte, e morria-se tanto, que durante mais de um milênio a população da Europa ficou quase que o tempo com a mesma quantidade de gente (até diminuiu, durante uma peste muito grande que houve no final da Idade Média).

Aí, achou-se a América (que estava DESCOBERTA fazia muitos milênios, por diversos povos que aqui tinham construído diversas civilizações), e nesta nossa terra bendita, abundavam alimentos novos e resistentes, como o milho, a batata que hoje a gente chama de inglesa, a batata-doce, o aipim, o amendoim, o tomate – gente, era comida a mais não poder, e comida oriunda de plantas resistentes, que sofriam numa boa as chuvas e as secas, como a batata e o milho, plantas essas que foram rapidamente transplantadas para o Velho Mundo, e que fizeram a maior diferença lá. Não foi só para a Europa que tais alimentos foram: é muito interessante saber-se a revolução que elas causaram na Ásia, e como penetraram na África.

E então, o que aconteceu na Europa? (Por enquanto deixamos a Ásia e a África de lado.) Bandulho cheio, quase todas as criancinhas que nasciam acabavam se criando (ainda morria um bocado, devido à imundície em que se vivia naquele continente, bem diferente da vida do americano de então), e daí a pouco a população da Europa passou a crescer. Cresceu tanto e tão rapidamente, que logo estava cheia de energias, o suficiente para dominar todo o mundo então conhecido, mas para falar disto, teríamos que mergulhar um pouco mais profundamente na História. Graças aos alimentos americanos o europeu pode se tornar forte e numeroso, e a população de lá só deixou de crescer neste século, quando resolveu deixar de ter muitas crianças e muita gente achou melhor criar cachorrinhos. Hoje, o europeu cresce tão pouco, numericamente, que tem que buscar imigrantes para fazer os serviços mais simples dos seus países.

Mas que a nossa América fez sua parte para a glória da Europa, é indubitável que fez! E ainda tem gente que acha que a América não é grande coisa!

Ps: mais informações no site: http://www.phd-sc.com.br/

Para receber notícias da viagem, assine a lista: viagem_blumenau_cuzco@grupos.com.br


Sobre o Autor

Urda Alice Klueger: Escritora catarinense de Blumenau, onde vive e trabalha. Publicou inúmeros livros, entre eles "Entre condores e lhamas" e "Crônicas de Natal"

http://geocities.yahoo.com.br/prosapoesiaecia/urdaautores.htm




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