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A defesa é o melhor ataque

por Noga Lubicz Sklar *
publicado em 28/12/2008.

Sim. São mais de duzentos. Entender essa onda imensa de simpatia mundial, refrescando a moral longamente combalida do povo palestino, eu bem que entendo. São mulheres e crianças mortas, civis indefesos, inocentes inúteis sem escolha alguma, transformados à revelia em alvo de canhão sem que a isso aspirassem, sim, mas por quem? Por que tantos civis abatidos numa ação militar? Insolência? Sim. Vale perguntar. E no entanto, acreditem, a resposta não virá. A foto publicada intervém. Mostra a mão do desdém: vidas sem valor, mas, para quem?

Nem quero mais mencionar retrospectiva nenhuma, voltar atrás nesse antigo conflito sofrido, tão bem demarcadas as metas e o objetivo da dor a tão longo prazo, que nem mesmo a tão longa ocupação as dilui no tempo, mas... e se fôssemos mais longe ainda? Que premissas básicas teriam sido esquecidas? Quem estaria ocupando quem?

Tudo bem. Existe sim, um direito indiscutível de ambos os lados, e trazendo à arena a pouco duradoura e relativa calma - já que paz na(quela) terra não passa de utopia -, quem foi que a rompeu desta vez? É incrível perceber o quanto me controlo (e sob o culto impactante da mídia até, talvez, me culpe), não comento, me calo, covarde. Resisto ao desejo de nem publicar o texto que ainda por cima deploro: piegas. Não saio às ruas levantando bandeira como os do time oposto, mas se às ruas saísse, seria pelo azul, pelo branco: vi a luz deste mundo entre os que germinaram o sonho sionista, ou melhor, semearam seu sonho sobre a farta colheita do pesadelo nazista, não faria nada mais que o previsto, somente as honras da minha própria história, nada demais, tudo bem, é tarde. Tarde demais pra voltar no tempo, mas eu, que de perdas guerreiras entendo muito pouco, se evito assumir meu legado mereço o desprezo: aceito por omissão que o lado errado é o meu.

Não é o caso de comparar nossos mortos, já que morre menos gente se no país há mais recursos, se a informação plena segue o seu curso e se o progresso sim, faculta a autoproteção. O que tendo a afirmar, sem fugir ao clichê, é que em campo de batalha não existe vitória, só tristeza. Pobreza. Penumbra. Pobre povo castrado, vítima do abuso de seus próprios eleitos, basta de exploração política. Sim. Convenhamos. A grama do seu vizinho é muito, mas muito mais verde que a sua, o que resulta em dois caminhos: cultivar a inveja, ou a técnica correta de cultivo. Mais vale uma paz conquistada, negociada no seu portão, do que a bala sempre voando, heróica e mortal ilusão. Ou não?

Os que me julgam errada, vendida, enganada, justiceira perdida na contramão, me escutem quando o sangue ferve, e a língua já ressecada pela auto-repressão enfim se destrava. Baixem as armas. Abram as portas. Aceite-se a paz por decreto, se não se encontrar outro jeito. Me iludo? Com certeza. Mas quanto mais sangue se derrama, mais sangue segue derramado e não é deste apoio vago, manipulado por mentes escusas, que virá finalmente a justiça, e que justiça seria essa? Israel empurrada ao mar? Sei que ecoam em mim tantas perdas humanas, mas por que hesitaria ao defender meu lado, isso não entendo: é direito de berço.

Com todo seu poder conquistado, seu saber adquirido, seus amplamente criticados aliados de praxe, o Estado de Israel, vítima pública de sua própria força, tem pleno direito à defesa de seus direitos. Fomos atacados.

Sobre o Autor

Noga Lubicz Sklar: Noga Lubicz Sklar é escritora. Graduou-se como arquiteta e foi designer de jóias, móveis e objetos; desde 2004 se dedica exclusivamente à literatura. Hierosgamos - Diário de uma Sedução, lançado na FLIP 2007 pela Giz Editorial, é seu segundo livro publicado e seu primeiro romance. Tem vários artigos publicados nas áreas de culinária e comportamento. Atualmente Noga se dedica à crônica do cotidiano escrevendo diariamente em seu blog.

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