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Poema de Mineiro nos Ônibus e Trens de Porto Alegre

por Jacinto Guerra *
publicado em 10/01/2006.

Lembrando que mineiro não perde trem, nem deixa de montar em cavalo que passa arreado, o escritor Ronaldo Cagiano, natural de Cataguases e morador de Brasília, conseguiu uma vitória expressiva no Rio Grande do Sul: seu poemaExíliosfoi escolhido entre os trinta melhores do gênero, pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre, num concurso nacional que os gaúchos promovem há treze anos.

Em 2005, o poema de Cagiano foi lido diariamente por milhares de gaúchos e outros leitores que viajam nos ônibus e trens de Porto Alegre. Foi o prêmio do escritor naquele interessante concurso, que tem o mérito de popularizar a poesia e divulgar a obra de nossos poetas.

Isto é importante, porque poesia ébeleza e arte ao alcance do povo, quando os administradores da cultura são criativos como o pessoal de Porto Alegre.

Aqui estão os versos do poeta de Cataguases, que milhares de brasileiros e turistas, principalmente sul-americanos, estão lendo nos ônibus e trens urbanos da cidade de Mário Quintana e Érico Veríssimo:

"A cidade se desdenha entre seus próprios labirintos:
pelas serpentes de pedra e asfalto
corre um pressuroso rio de animais metálicos.
Não há mais lugar para os homens.
Anônimos, como areia na ampulheta,
vamos caindo, atarefados,
em busca de outra margem: a utopia.
A metrópole, como um ventre,
espera o desconhecido
e na solidão geométrica
nascem catedrais de ausências.

Se Paris está lendo Paulo Coelho,
eis a minha vingança:
vou ler Proust em Cataguases".


O poeta Ronaldo Cagiano destaca-se, também, como ensaísta, crítico literário e notável contista, que esteve em minha terra, em 1998, na condição de convidado especial da 3ªFeira do Livro de Bom Despacho. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, com palestras e oficinas literárias na Biblioteca Municipal e, na Praça da Matriz, foram instalados os estandes de venda de livros e conversas de escritores e leitores.

Ao lado de Pedro Rogério Moreira, autor do Bela noite para voar, Ronaldo Cagiano é um dos prefaciadores do meu livro Gente de Bom Despacho, que tem o subtítulo Histórias de quem bebe água da Biquinha. Nesta apresentação do livro, o poeta escreveu um primoroso texto, verdadeiro ensaio sobre a importância da biografia como gênero literário de grande aceitação popular.

Outros projetos aproximaram Ronaldo e a cidade da Senhora do Sol: foi ele um dos autores e organizadores do livro O prazer da leitura (Thesaurus Editora, 1997), que tem a participação de escritores de quase todo o Brasil, destacando-se muitos mineiros e alguns bondespachenses, entre os quais Lourdes Rezende, Nilce Coutinho, Alírio Silva e Tadeu de Araújo Teixeira.

Este livro tem uma trajetória bem interessante: foi lançado, em Brasília, na Feira do Livro e na Embaixada de Portugal; integra os projetos de nosso intercâmbio luso-brasileiro com a cidade de Vila Verde, no Minho e foi adotado, em 1998, para os Exames Vestibulares da Universidade Presidente Antônio Carlos, a Unipac, uma espécie de UnB em várias cidades de Minas Gerais.

No seu conto Protuberâncias da solidão, publicado no livro Dezembro indigesto (Prêmio Brasília de Produção Literária, GDF, 2001), páginas 225 a 228, o escritor mineiro-brasiliense ambienta parte de sua história em várias cidades, distantes uma das outras. Então, a cigana Rosália Quevedo, quando chegou da Espanha, perambulou por Campinas, Maceió e Bom Despacho (onde bebeu muita água da Biquinha), mas foi parar em Morrinhos, no Sudoeste de Goiás. Depois, Rosália e seus companheiros ciganos acabaram fincando péem São Paulo e dominaram um bairro inteiro, onde o que dizem é lei e pronto.

Sobre o Autor

Jacinto Guerra: JACINTO GUERRA, mineiro de Bom Despacho, é autor de ensaios e biografias como o JK-Triunfo e Exílio-Um estadista brasileiro em Portugal, além de outros livros, entre os quais O gato de Curitiba - crônicas de viagem e outras histórias, editados pela Thesaurus, em Brasília.

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