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Todos odeiam a água da chuva

por Efraim Rodrigues *
publicado em 09/05/2008.

As pessoas odeiam tudo com o que gosto de trabalhar. Árvore, adubo orgânico e principalmente água da chuva. Na frente, até dizem que gostam, todos são muito ambientalistas e cidadãos. Por trás... Bem, olhe ao seu redor. Não precisamos gastar tempo com isto.

De tudo, a mais odiada é a coleta da água da chuva. Em boa parte do sul do país chove 1.200 mm por ano. Quanta água é isto ? Imagine que ao redor do beiral do telhado da sua casa tivesse uma parede de 1 metro e 20 cm de altura. Esta piscina se encheria ao longo de um ano. Para uma casa com 100 m2 de telhado seriam 120 m3 de água/ano, ou 10.000 litros/mês. Exatamente a tarifa mínima São Paulo, Sanepar do Paraná, Copasa de MG, MS, AM e outros estados. Além de ser útil para o cidadão, a coleta da água da chuva poupa as galerias pluviais que causam tantos danos em cidades.

As companhias de água que cobram tarifa mínima não gostam de coleta de água da chuva. Elas já fizeram a conta de quanto telhado existe nas cidades, quanta água pura e cristalina é usada para lavar carro, regar jardim e dar descarga. Não importa o que falem. Elas agem como se não gostassem.. A diferença entre o que os pequenos consumidores gastam e a tarifa mínima pagaria o pequeno investimento em calhas e caixas de água ao longo de poucos anos. Não tendo escapatória do pagamento, as pessoas continuam com a água da rua mesmo. Aliás, você já prestou atenção na expressão água da rua?

Não sei quem inventou, mas ela é muito adequada para tirar o peso da consciência de todos envolvidos nesta mega operação de desperdício de água. Afinal, parece até que não estamos transformando água pura de rio, de poço artesiano em esgoto. É só água da rua.

Pensando em tudo isto, o Projeto Ligados na Pilha, que até o mês passado se ocupava só de transformar o lixo orgânico de escolas em adubo, agora também está ajudando escolas a coletar água da chuva. Nossa primeira escola, a Dorothoveo Vianna, de Jacareí-SP tem uma caixa de 5000 litros abastecida pelas chuvas que caem no telhado da quadra de esportes. Esta semana a água do bairro acabou e todas escolas menos esta tiveram que mandar seus alunos embora para casa. Descobrimos que não só as companhias de água odeiam coleta de água das chuvas; também os alunos que já contavam com um feriado extra não gostaram desta história de escola não depender de água da rua para funcionar. Vez ou outra agüentamos uma cara feia, mas é bom saber que estamos preparando cidadãos para quando ruir o muro de Berlim das Companhias de Águas.

Sobre o Autor

Efraim Rodrigues: Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim@efraim.com.br) é doutor pela Universidade de Harvard, Professor Adjunto de Recursos Naturais na Universidade Estadual de Londrina, Consultor do Programa Fodepal da FAO-ONU e Editor da Editora Planta, sem fins lucrativos.

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